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Boletim | Julho/2017

Resumo de Artigo

Effects of early life social stress on endocrinology, maternal behavior and lactation in rats

     A exposição ao estresse precoce é um importante preditor de transtornos mentais na idade adulta, sendo o estresse precoce causado por problemas relacionados ao cuidado materno, o que é frequente em depressão pós-parto. Problemas relacionados ao cuidado materno podem ter efeitos profundos e duradouros sobre seus filhos, particularmente o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) (Meaney e Szyf, 2005 apud Carini & Benjamin, 2013). A exposição de contenções em ratos lactantes para estresse social crônico (CSS) é uma forma eficaz e modelo relevante de depressão pósparto (Sobrinho e Pontes, 2011 apud Carini & Benjamin, 2013), o que induz a déficits de cuidados maternos com sua prole. Estes efeitos no comportamento materno estão associados a oxitocina atenuada (OXT), prolactina (PRL), e a arginina-vasopressina (AVP), expressão do gene no hipotálamo e amígdala (Murgatroyd e Sobrinho, 2013 apud Carini & Benjamin, 2013). Sendo assim, esse estudo teve por objetivo investigar o CSS na vida precoce associada a alterações na expressão de genes através da análise dos hormônios do plasma (OXT, estradiol, PRL e corticosterona), e incluir o consumo de leite para avaliar a lactação e a preferência sacarina como uma medida de anedonia.

     Vários tipos de exposições a estressores podem levar à ruptura da atividade do eixo HPA, e este rompimento muitas vezes medeia sintomas de depressão (Hammen, 2005 apud Carini & Benjamin, 2013). A exposição à separação materna ou ao baixo cuidado da mãe com os filhotes induz alterações no circuito neural materno necessário para as respostas adequadas na expressão de comportamentos associados com depressão e ansiedade (Murgatroyd et al, 2009;. Murgatroyd e Spengler, 2011; Murgatroyd et al., 2004 apud Carini & Benjamin, 2013). Os níveis de corticosterona no plasma foram avaliados no presente estudo a fim de medir os efeitos da CSS no início da vida no eixo HPA relacionados a contenções na lactação.

     Sendo assim, espera-se que no início vida CSS irá elevar os níveis de corticosterona no plasma. Para solucionar o problema de pesquisa realizou-se um estudo com ratas em período de lactação. As ratas foram divididas em dois grupos. O grupo controle e o grupo experimental. O grupo experimental foi constituído de mães de ratos em período de lactação em que as mães foram submetidas a um estresse social crônico. Este procedimento consistiu na colocação de um rato com tamanho similar a fêmea, intruso, na gaiola da fêmea por uma hora, a partir do segundo dia de lactação até o décimo sexto. Para o grupo controle não houve exposição ao fator de estressor crônico e foram realizados testes para cuidado materno. Foram avaliados os comportamentos maternos perante a prole, preferência por sacarina e testes endócrinos.

     Os resultados mostraram que a exposição de filhotes a fatores estressores crônicos no início da vida, que incluem poucos cuidados maternos e agressividade durante o desenvolvimento, resultou em alterações persistentes na saúde desses filhotes, ou seja, quando a prol da fêmea adulta teve seus filhotes também apresentaram alterações nos cuidados com sua prole, como cuidado maternal deprimido, agressividade, agitação, lactação deficiente, não responsividade a ameaças e diminuição na preferência por sacarina. Esses comportamentos podem estar associados a fatores endócrinos no fim da lactação (prolactina atenuada e corticosterona elevada) e indicam que fatores estressores no início da vida têm efeitos em longo prazo, e podem estar associados com transtornos maternos como depressão pós-parto e ansiedade.



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